12/11/2010

A Lenda do Arco-Íris


O João era pobre. O pai tinha morrido e era muito difícil a mãe manter a casa e sustenta os filhos. Um dia ela pediu-lhe que fosse pescar alguns peixes para o jantar. O João reparou numa coisa a mexer-se no meio do arvoredo. Aproximou-se de um canteiro de íris, afastou as flores devagarinho e viu um pequeno homem sentado num minúsculo banco de madeira. Era um duende e cantarolava uma música. Rapidamente esticou o braço e prendeu o homenzinho entre os dedos. Mas o duende tinha muitos truques para se libertar dos humanos. Inventava pessoas e animais a aproximar-se, para que desviassem o olhar e ele pudesse escapar. "Diz-me lá, onde fica o tesouro do arco-íris?" Mas o duende gritou que vinha lá um touro bravo a correr na direcção do rapaz; ele assustou-se, abriu a mão e o duende desapareceu. O João sentiu uma grande tristeza, pois quase tinha ficado rico. E voltou para casa de mãos a abanar! Mal chegou contou à mãe o sucedido. Esta, que já conhecia a manha dos duendes, ensinou-o: "Se alguma vez o encontrares, diz-lhe que traga o tesouro imediatamente!" Passaram-se meses, até que um dia, ao voltar para casa, sentiu os olhos ofuscados com um brilho intenso. O duende estava sentado no mesmo canteiro de íris, entre as flores. Disse o João. "Trás já o pote de ouro, ou nunca mais te solto." Ele concordou. Fez um gesto com a mão e imediatamente um belíssimo arco íris iluminou o céu, saindo do meio de duas montanhas e terminando bem aos pés do João, que ficaram rodeados de flores. As 7 cores eram tão intensas que escondiam o pequeno pote de barro, cheio de ouro e pedras preciosas, que estava à sua frente, no meio de muitas íris, também elas de 7 cores. O duende baixou-se, com o chapéu fez-lhe um aceno de despedida, e gritou pouco antes de desaparecer: "Adeus, João! És um menino esperto! Terás sorte e serás feliz para sempre!" E foi o que aconteceu. O pote de ouro nunca se esgotou e o João e a sua família tiveram uma vida de muita fartura e alegria.

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