08/10/2011

Jesus Cristo Homem ou Divino?



Yeshua Ben Yosef ou Jesus Cristo ou Homem ou Divino?
Há mais de dois mil anos que duas vezes por ano nos lembram Jesus o seu nascimento e a sua morte.
São os Apóstolos e o Imperador Constantino com o seu conselheiro eclesiástico, o bispo de Córdoba, Osio, responsáveis pela adulteração da vida desse homem, Jesus, tornado divino?
Quase nada de verdadeiro se sabe sobre Jeshu Ben Josef, que ficou na história como Jesus, a não ser que foi um judeu do século I que viveu numa parte remota e nada importante do Império Romano.Tudo o resto que se diz são contradições e mais contradições evidentes no Novo Testamento, não passando este de uma colecção de cartas, parábolas, profecias, histórias de milagres e relatos da vida de Jesus seleccionados entre centenas, senão milhares, de documentos escritos na sua grande maioria décadas após a sua morte.
A documentação que há sobre a Palestina no tempo de Jesus é muito pouca por naquela época não existirem mapas nem outros registos oficiais, o que torna difícil a reconstituição da vida de Jesus.
Sabe-se que numa manhã de Primavera um judeu com pouco mais de 30 anos foi mandado executar pelos Romanos. junto com outros dois homens por motivos políticos. É difícil saber como Maria, sendo virgem conseguiu engravidar, muito embora Marcos, o apóstolo mais credível, descreva Jesus como filho natural de José e Maria. em relação ao local de nascimento de Jesus, o apóstolo João afirma não ter sido em Belém mas sim em Nazaré, uma cidade Galileia onde viviam os seus pais e onde a sua família continuou a viver. Assim Jesus não teria nascido numa gruta transformada em palheiro e estábulo de um burro e de uma vaca. Nenhum dos evangelhos fala nisso  e muito menos dos pastorinhos e dos reis magos. 
Lucas escreveu que tudo se passou num quarto e Mateus descreve uma casa. O ano e mês de nascimento de Jesus é incerto, já que muitos historiadores não acreditam ter ocorrido em Dezembro por o cálculo dos turnos sacerdotais que Lucas descreve (1, 23-25) fazer admitir que o nascimento ocorreu no mês de Julho, segunda metade do mês hebraico de Tamuz. Tal como os meninos e natural do meio em que viveu Jesus foi circuncidado aos 8 dias de vida e foi uma criança normal ajudando o pai na actividade de carpinteiro. Houve relatos de Jesus com 12 anos e depois houve um interregno até aos 17 anos em nada se sabe mas havendo fortes suspeitas de que esteve ausente na Índia a aprender ideologias religiosas daquele país.  A sua história é retomada quando Jesus já tinha 30 anos, surgindo como discípulo de um profeta que pregava no deserto, uma referência a João Baptista.
Segundo Marcos, a família de Jesus era numerosa e Jesus tinha quatro irmãos sendo eles o José, Simão, Judas e Tiago e ainda várias irmãs das quais não se sabem os nomes por as mulheres terem pouca importância na tradição judaica naquela época. Jesus pouco parava em casa por não ser bem aceite pela família o seu modo de vida, pregador itinerante, proclamado como sendo exorcista e milagreiro, actividades que tinha e juntando o facto de andar na companhia dos pobres, doentes, prostitutas, bêbados e insurrectos, geravam geravam relações tempestuosas com os pais.
Nada se sabe sobre como era Jesus fisicamente.
Descrito como detentor do dom da palavra e de liderança e por isso atraía as atenções, sendo natural que o sexo oposto não ficasse indiferente. Nada foi claro nos evangelhos sobre a vida de Jesus a nível sentimental mas diz-se que Jesus terá casado, suspeitando-se que a descrição sobre as "Bodas de Canaã", onde aconteceu a transformação da água em vinho numa cerimónia em que estavam presentes os pais de Jesus e os apóstolos, outra coisa não seria senão o casamento de Jesus com Maria Madalena, depois de por ela ser procurado para a curar da epilepsia e nesse encontro apaixonaram-se.
Jesus foi um revoltado pelo sistema político instituído, exigindo com as suas atitudes radicais  para com os governantes e as religiões a atenção urgente para os que viviam mal, para os doentes e para os desprotegidos. Judas era um frustrado e tinha inveja da popularidade de Jesus, queria que este liderasse uma revolução onde imperasse a violência contra o regime. Jesus optou por uma sublevação pacífica chamando ao bons sentimentos dos que o ouviam. Judas, zangado, denunciou-o ao poder, levando esta traição à sua prisão, havendo sérias dúvidas se por parte de soldados romanos ou pelo presidente dos sacerdotes, à frente de um grupo anónimo de gente.
Sem julgamento, Pilatos com receio dos seus superiores em Roma condenou Jesus à morte por representar um movimento carismático com centenas de seguidores, existindo dúvidas quanto ao dia da crucificação uma vez que não é concebível que tudo tivesse acontecido na Páscoa, uma festa que se celebrava durante uma semana inteira para comemorar a libertação dos israelitas da escravidão do Egipto.
Crucificado entre dois insurrectos, crê-se que Jesus não faleceu com a mesma rapidez dos seus acompanhantes, por geralmente os condenados mais resistentes demorarem mais um ou dois dias a morrer, havendo por vezes a necessidade de os carrascos lhes partirem as pernas para os obrigar a suspender-se pelas mãos e assim, apressar a morte, coisa que não aconteceu com Jesus.
Outras teorias existem de que Jesus sobreviveu à morte, explicada pela visita de Madalena ao túmulo, deparando com este vazio e posteriormente fugido para França com sua mulher e filhos. Outra hipótese é de que Jesus, desfigurado pela pancadaria, foi substituído antes do início da caminhada para o calvário por um rebelde também aprisionado, não dando os romanos por nada. Posteriormente e, aqui se junta novamente a hipótese de Jesus ter fugido para França ou para a Srinagar na província de Cachemira na Índia, onde existe um túmulo venerado como seja o de Jesus que teria morrido de velhice.
O certo é que Jesus nasceu, viveu e morreu fiel à sua religião. Jesus não veio ao mundo para destruir as leis judaicas, mas antes para as fazer cumprir e por isso foi um seguidor rigoroso desses preceitos religiosos com reafirmação de regras esquecidas e reafirmação de outras repletas de esperança. Com ou sem a manipulação das igrejas institucionais que têm monopolizado, codificado e comercializado esta figura a seu bel-prazer ao longo dos séculos, pode dizer-se que Jesus Cristo continua bem vivo, sendo o mais influente ser humano dos últimos dois mil anos da nossa História.

Sem comentários:

Enviar um comentário